terça-feira, 29 de setembro de 2015

MAS O QUE O VATICANO II DIZ SOBRE O LATIM?


Por Blasius Ludovicus

É incrível como às vezes nos referimos a um concílio como se estivéssemos nos referindo a “outra Igreja”, como se a Igreja de ontem não fosse a mesma de hoje ou como se o que a Igreja ensinou antes do Vaticano II foi tudo por terra ou contra a própria doutrina católica[1]. Pois bem, diz o último Concílio do Vaticano: “Conserve-se o latim nos ritos latinos, salvo exceção de direito”.[2]
Por isso, afirmamos ser ainda o latim a língua oficial da Santa Igreja Romana, embora o mesmo Concílio tenha dado a faculdade de se usar mais amplamente a língua vernácula[3], desde que as traduções do latim sejam aprovadas pela autoridade competente.[4]
No que diz respeito propriamente à Missa, diz o sagrado Concílio: “As línguas vernáculas podem ser usadas nas Missas celebradas com o povo, especialmente nas leituras e na oração comum. Também nas partes que dizem respeito ao povo, de acordo com as circunstâncias locais [...]. Não se abandone, porém completamente a recitação ou o canto em latim das partes do ordinário da Missa que competem aos fiéis.”[5]
Mais uma vez podemos constatar que não se exclui o latim, mas é dada a faculdade de rezar em língua vernácula. Da mesma forma procede a Sacrosanctum em relação aos ritos sacramentais[6]. Sobre o Oficio Divino diz-se que os clérigos devem rezá-lo em latim, porém, os Ordinários locais podem, em caso de “obstáculo à recitação”, adotar o vernáculo para as Horas Canônicas.


Confira também: Como pronunciar o latim;
                               A língua latina na Igreja.




[1] É bom relembrar que “o Vaticano II traz consigo toda a história doutrinal da Igreja” (Cf. Carta aos bispos a propósito da remissão da excomunhão aos quatro bispos).
[2] Sacrossanctum Concilium, n. 36 § 1, p. 27.
[3] Ibid, § 2, p. 28.
[4] Ibid, § 4, p. 28.
[5] Ibid, n. 54, p. 36.
[6] Cf. Sacrossanctum Concilium, n. 63, p. 40-46.

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