segunda-feira, 28 de setembro de 2015

NOTA EXPLICATIVA SOBRE A INSTRUÇÃO UNIVERSAE ECCLESIAE


Apresentamos uma tradução nossa da nota explicativa sobre a Instrução Universae Ecclesiae.


A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei dá a conhecer a Instrução sobre a aplicação da carta apostólica Motu Proprio data “Summorum Pontificum” de sua Santidade Bento XVI.

Com o motu próprio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, que entrou em vigor em 14 de setembro desse mesmo ano (AAS 99 [2007] 777-781), o Santo Padre promulgou uma lei universal para toda a Igreja com o fim de regulamentar o uso da Liturgia Romana em vigor no ano de 1962, ilustrando de forma autorizada as razões de sua decisão na Carta aos Bispos que acompanha a publicação do motu próprio sobre o uso da Liturgia Romana anterior à Reforma efetuada no ano de 1970 (AAS 99 [2007] 795-799).

Na dita Carta o Santo Padre pediu aos irmãos no episcopado que enviassem à Santa Sé um informe três anos depois da entrada em vigor do motu próprio (cf. par. n. 11). Tendo em conta as observações dos pastores da  Igreja de todo o mundo, e havendo recolhido perguntas de esclarecimentos e pedidos de indicações específicas, se publica agora a seguinte Instrução, que começa com as palavras latina: Universae Ecclesiae. A Instrução foi aprovada pelo próprio Pontífice na audiência concedida ao cardeal presidente em 8 de abril de 2011, e leva a data de 30 de abril de 2011, memória litúrgica de São Pio V, Papa.

No texto da Instrução, depois de algumas observações introdutórias e de tipo histórico (parte I, nn. 1-8), se explicitam antes de tudo as tarefas da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei (parte II, nn. 9-11), estabelecendo a continuação, de acordo com o indicado no motu proprio pontifício, algumas normas e disposições específicas (parte III, nn. 12-35), especialmente as relativas à competência própria do bispo diocesano (nn. 13-14). Depois se ilustram os direitos e deveres dos fiéis que compõem um coetus fidelium interessado (nn. 15-19), assim como do sacerdote considerado idôneo para celebrar a Forma Extraordinária do Rito Romano (sacerdos idoneus, nn. 20-23). Regulam-se algumas questões relativas à disciplina litúrgica e eclesiástica (nn. 24-28), especificando em particular as normas relativas à celebração da Confirmação e da Ordem sagrada (nn. 29-31), ao uso do Breviarium Romanum (n. 32), dos livros litúrgicos próprios das Ordens religiosas (n. 34), do Pontificale Romanum e do Rituale Romanum (n. 35), que estavam em vigor no ano 1962, assim como à celebração do Tríduo pascal (n. 33).

A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei tem a viva esperança de que a observância das normas e disposições da Instrução, que regulam o usus antiquior do Rito Romano e se encomendam à caridade pastoral e à prudente vigilância dos pastores da Igreja, contribua, como estímulo e guia, à reconciliação e à unidade, de acordo com o desejo expressado pelo Santo Padre (cf. Carta aos bispos de 7 de julho de 2007, par. 7-8).

Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_commissions/ecclsdei/index_po.htm


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