sábado, 17 de outubro de 2015

A Aspersão da Água Benta aos Domingos

 
1. Nas igrejas catedrais e colegiadas é obrigatório fazer a aspersão da água benta aos Domingos, antes da Missa conventual, quer esta seja cantada quer rezada. Nas outras igrejas, quer paroquiais, quer regulares, é facultativo (D. 4051, 1). A aspersão faz-se sempre depois de Tércia (D. 3268, 1). No dia 2 de Fevereiro, se cair ao Domingo, e no Domingo de Ramos, faz-se imediatamente antes da bênção das velas ou dos ramos (RS.). Omite-se quando o Bispo celebrar pontificalmente, porque neste caso o Prelado asperge o clero e fiéis à entrada da igreja.[1]
Não obstante qualquer costume em contrário, a aspersão deve ser feita pelo mesmo sacerdote que celebrar a Missa, e nunca por outro.[2]

2. Na sacristia antes da Missa, o Celebrante revestido de alva e estola da cor dos paramentos da Missa, cruzada sobre o peito (D. 1637, 3), ou qualquer outro sacerdote, de sobrepeliz e estola roxa, benze a água, segundo a fórmula do Ritual Romano (1. VIII, c. II), que se encontra também no Missal depois das Orações pelos Defuntos. Não é preciso benzer o sal para cada vez, podendo utilizar-se o sal já benzido dumas vezes para as outras (D. 2218, 3). Neste caso, dito o versículo Adjutorium nostrum, começa-se imediatamente pelo exorcismo da água.
A bênção da água faz-se todos os Domingos, excepto nos Domingos de Páscoa e Pentecostes, nas igrejas em que houve a bênção da pia batismal, pois neste caso faz-se a aspersão com a água benzida e reservada da véspera (RS.).
Para baixar o ordo ad faciendam aquam benedictam, clique aqui.

CERIMONIAL DA ASPERSÃO

1. Estando todos devidamente paramentados — o Celebrante de estola e pluvial da cor litúrgica do dia, e os Ministros sagrados com os paramentos da Missa, menos os manípulos — fazem inclinação à Cruz ou imagem da sacristia, e dirigem-se para o altar por esta ordem: Turiferário com a caldeirinha da água benta e o hissope, Acólitos a par um do outro, Cerimoniário, Celebrante no meio do Diácono e Subdiácono que lhe levantam a orla do pluvial. Não tomam água benta ao entrar na igreja.

2. Chegados ao altar, Celebrante e Ministros sagrados descobrem-se, e fazem todos a devida reverência. Os Acólitos vão para os seus lugares, junto da credência. O Celebrante e Ministros sagrados ajoelham-se no ínfimo degrau: o Turiferário, com a caldeirinha da água benta e o hissope, ajoelha-se no plano, à direita do Diácono.
- O Diácono pega no hissope molhado na água benta, que o Turiferário lhe apresenta, e oferece-o ao Celebrante, com os devidos ósculos. Este entoa a antífona Asperges (no tempo Pascal, Vidi aquam), asperge ao mesmo tempo o altar por três vezes — ao meio, para o lado do Evangelho, para o lado da Epístola[3] — e depois a si mesmo, tocando com o hissope na fronte. Levanta-se em seguida, e asperge o Diácono e Subdiácono, que se conservam, entretanto, de joelhos e inclinam profundamente a cabeça. Os Ministros, depois de aspergidos, levantam-se, e o Celebrante entrega o hissope ao Diácono, o qual por sua vez o entrega ao Turiferário.
Feita a devida reverência ao altar, dirigem-se ao coro por esta ordem: à frente o Cerimoniário à esquerda do Turiferário com a caldeirinha e o hissope; depois o Celebrante no meio dos Ministros que lhe levantam a orla do pluvial (D. 1322, 12).
No meio do coro, saúdam-no a um e outro lado, a começar pelo mais digno. O Diácono recebe de novo do Turiferário o hissope, e entrega-o, com os devidos ósculos, ao Celebrante. Este asperge um por um os membros do coro, fazendo a cada qual a devida reverência. Começa pela bancada superior do lado mais digno. Passa depois à bancada superior do lado oposto, fazendo a devida reverência ao passar diante do altar. E continua depois segundo a ordem acima estabelecida para a incensação. O clero inferior, se for muito numeroso, e os seminaristas, asperge-os por grupos, unico ictu, quasi per gyrum (D. 2003, 3), fazendo-lhes uma inclinação comum. Terminada a aspersão do coro, o Celebrante entrega o hissope ao Diácono, volta ao presbitério, e asperge os Ministros inferiores.[4] Faz novamente a devida reverência ao altar, e vai à balaustrada, donde asperge os fiéis, ao meio, à sua esquerda e à sua direita (D. 2013, 4: 3621, 4). Se for costume, pode aspergir o povo percorrendo a igreja, indo pelo lado da Epístola e voltando pelo lado do Evangelho (D. 3114, 2).
Se não houver coro, o Celebrante, aspergidos os Ministros sagrados, asperge os Ministros inferiores e depois o povo.

3. Se no trono estiver presente um Cardeal ou o Bispo próprio, o Celebrante, depois de aspergir o altar e antes de aspergir os Ministros sagrados, levanta-se, e, acompanhado do Cerimoniário e do Turiferário com a caldeirinha e o hissope, aproxima-se do Prelado. Faz-lhe inclinação profunda, e entrega-lhe com os devidos ósculos o hissope. O Prelado asperge-se a si mesmo, depois o Celebrante e os Assistentes do trono. Entrega o hissope ao Celebrante, que lhe beija primeiro a mão e depois o hissope.[5] O Celebrante repete a reverência ao Prelado, volta ao altar, asperge os Ministros sagrados, que entretanto se conservaram de joelhos, e vai aspergir o clero[6], como acima (Caer. Ep., 11, 31, 3).

4. Durante a aspersão todos os membros do coro se conservam de pé e descobertos, e fazem inclinação ao Celebrante ao serem aspergidos.

5. Enquanto o Celebrante asperge o clero e o povo, depois de dizer em voz submissa, com os Ministros, a antífona Asperges me, etc., vai recitando alternadamente com eles o salmo Miserere, enquanto durar a aspersão (D. 1322, 12). No Tempo da Paixão omite-se o Gloria Patri. No Tempo Pascal diz-se a antífona Vidi aquam e o salmo Confitemini. Ao cantar o Gloria Patri, o Celebrante interrompe a aspersão e com os Ministros inclina profundamente a cabeça (D. 3722, 3).

6. Terminada a aspersão, o Celebrante entrega o hissope ao Diácono, e volta para o altar. Feita a devida reverência e repetida, tanto pelo coro como pelo Celebrante e Ministros, a antífona Asperges ou Vidi aquam (D. 3402, 6), o Celebrante, de pé, diante do altar (D. 1122; 4100, 2), com as mãos juntas, canta os versiculos e oração pelo livro sustentado pelos Ministros, que também estão de pé a um e outro lado do Celebrante.

7. Depois disto, feita a devida reverência ao altar, o Celebrante e Ministros dirigem-se para o banco do lado da Epístola.
O Celebrante tira o pluvial, e pega no manípulo e na casula, ajudado pelos Ministros; o Diácono e Subdiácono pegam nos manípulos, que os Acólitos lhes apresentam. Em seguida o Celebrante e Ministros sagrados dirigem-se para o altar, e começam a Missa, como de costume.
Se não estiver presente o Bispo, e se o Santíssimo não estiver exposto, o Celebrante pode tirar o pluvial e pegar no manípulo e casula diante do altar, contanto que não pegue nestes paramentos de cima do altar (D. 2027,3; 3110, 4 e 5; 3108, 16).



[1] Caer. Ep., 11, XXXI, 4.
[2] D. 595; 926, 1; 1044; 1654; 1679; 2425, 11; 2684, II 3039,5; 3055; 3718.
[3] A aspersão do altar omite-se, se estiver o Santíssimo exposto (D. 3639, 2).
[4] Como nada há de prescrito em que altura devem ser aspergidos os Ministros inferiores, o Celebrante para não ter de voltar ao altar e depois à balaustrada, poderia aspergir o povo depois do coro, e por último os Ministros inferiores antes de fazer a reverência ao altar.
[5] Se o Prelado estiver bastante longe do altar, os Ministros sagrados podem acompanhar o Celebrante, sendo neste caso aspergidos pelo Prelado logo após o Celebrante (D. 3639, 4 ).
[6] Estando o Prelado no coro, o Celebrante depois de aspergir os Ministros, vai acompanhado dos Ministros aspergir o coro, tendo o cuidado de antes oferecer o hissope ao Prelado.

2 comentários:

  1. meu vigario esta pedidno o rito da preparação da agua benta e exorcismo , com o sal em latim , tipo num cartao pra por num quandro , tem?

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    1. Já postamos um cartão litúrgico para isso. Dê uma olhada aqui: http://formaextraordinaria.blogspot.com.br/2015/11/ordo-ad-faciendam-aquam-benedictam.html

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