quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A Missa Rezada com dois Acólitos


Por Blasius Ludovicus

Continuando a exposição sobre as cerimônias da Missa Rezada, apresentamos as modificações na função quando há dois Acólitos (Acs) presentes.

Observações e regras gerais

1. Os dois Acs devem estar de acordo sobre a melhor maneira de responder, nas saudações, nos sinais da cruz e nas outras cerimônias que lhe são comuns.
2. Eles observam o que foi dito nas regras gerais para a Missa Rezada (como já indicamos), e o que diz respeito a eles na preparação das coisas necessárias para a Santa Missa.
3. Estando tudo preparado no altar, eles se colocam na sacristia, um de cada lado do padre (o Ac1 à direita, e o Ac2 à esquerda), e ajudam o padre a se paramentar.
4. É sempre o Ac1 quem toca a sineta, se há somente uma.
5. Devem sempre procurar executar as cerimônias com harmonia; por isso, ao andar tentarão sempre fazê-lo ombro à ombro, ou seja, um do lado do outro, ordinariamente, o Ac1 à direita do Ac2, e o Ac2 à esquerda do Ac1.
6. Quando houver necessidade dos Acs trocarem de lado no altar, genufletem juntos no centro do altar antes e depois do movimento.

Da sacristia à Epístola
1. Os Acs precedem o Cel (o Ac2 sempre à esquerda do Ac1); na entrada da capela o Ac1 serve-se da água benta e a apresenta primeiro ao Cel, depois ao Ac2; ambos fazem o sinal da cruz com a água benta ao entrar na capela.
2. Chegando ao altar[1] os Acs abrem espaço para que o Cel fique diante do Sacrário; o Ac1 recebe o barrete da mão do Cel. O Ac2 permanece in plano quando o Cel  e o Ac1 subir ao supedâneo após  a  genuflexão.
3. Quando o Cel subir ao altar após as orações ao pé do altar, os Acs se posicionam in gradu diante das sacras laterais.

Da Epístola ao Credo
1. É o Ac1 quem troca o missal[2]; o Ac2 se levanta para ouvir o Evangelho.
2. Se houver o Credo, os Acs o rezam de joelhos em seus lugares diante das sacras.

No Ofertório e Lavabo
1. No final do Credo (se houver), depois do “Oremus”, os Acs juntam-se no centro do altar para a genuflexão; o Ac2 sobe ao supedâneo para receber o véu do cálice enquanto o Ac1 vai à credência preparar as galhetas.
2. Depois ambos se colocam em paralelo ao altar no lado da Epístola, tendo o Ac1 o vinho e o Ac2 água (ambos seguram as galhetas com a mão direita). Quando o Cel se aproximar, fazem vênia e osculam as galhetas; oferecem primeiro a galheta do vinho e depois a da água. Ao receberem a galheta com água, fazem vênia para o Cel e osculam novamente as galhetas antes de retirarem-se à credência (voltando-se por dentro).[3]
3. O Ac1 coloca água sobre os dedos do Cel e segura o pratinho do lavabo. O Ac2 apresenta o manustérgio.

Na Elevação
1. No Hanc igitur[4] os Acs sobem ao supedâneo: ajoelham-se ao lado do Cel, mas um pouco atrás. Durante a elevação (tanto da Sagrada Hóstia quanto do Cálice) o Ac1 toca a sineta e ambos levantam levemente a borda da casula.
2. Também toca-se a sineta nas genuflexões que o Cel fizer antes e depois da elevação da Hóstia e do Preciosíssimo Sangue. Depois da última genuflexão do Cel, os Acs se levantam, descem in plano, genufletem no meio e voltam aos seus lugares.


         Comunhão
1. Assim que o Cel descobrir o Cálice para comungar, os Acs se levantam: o Ac1 dirige-se à credência para buscar a patena da comunhão[5] e quando retorna ao seu lugar, ambos ajoelham-se no supedâneo.
2. O Ac1 inicia o Confiteor, e depois de comungar, levanta-se sozinho e acompanha o Cel na distribuição da Sagrada Comunhão, o Ac2 dirige-se para o lado do Evangelho, permanecendo ajoelhado in plano, paralelo ao altar, até o fim da comunhão, regressando ao seu lugar depois que o Ac1 tocar a campainha que avisa o cerramento do Sacrário.[6]

Das abluções às orações finais
1. Somente o Ac1 serve o Cel nas abluções e guarda a patena da comunhão, enquanto o Ac2 aguarda em pé no seu lugar (in plano).
2. Encerradas as abluções ambos sobem ao supedâneo: o Ac2 transporta o missal enquanto o Ac1 transporta o véu do cálice (o Ac1 permite que o Ac2 passe diante de si por respeito ao missal que ele transporta). O Ac1 ajuda o Cel com o cálice, apresentando-lhe a bolsa aberta, o véu, e novamente a bolsa, enquanto o Ac2 aguarda-o ao lado do Cel.[7]
 3. Depois que o Ac1 entregar a bolsa com o corporal, ambos descem imediatamente in plano e genufletem no centro do altar e trocam de lado (o Ac2 abre pequeno espaço para que o Ac1 passe entre ele e o supedâneo); ambos se ajoelham in gradu.
4. Depois da bênção final, levantam-se para o último Evangelho[8]. Logo depois de persignarem-se, o Ac1 irá pegar o barrete e o cartão com as orações, caso seja necessário. Genufletem no “Et Verbum caro factum est” e, terminado o Evangelho, se aproximam do Cel para as últimas orações (o Cel ajoelha-se in gradu e os Acs in plano).

Do altar à sacristia
1. Encerradas as orações, o Ac1 sobe ao supedâneo com o Cel para pegar o missal, genufletem com este in plano e o precedem à sacristia (trocam de lado ao partir, sendo que o Ac2 sempre passa diante do Ac1).
2. Na sacristia, fazem reverência à cruz com o Cel. Onde e com o padre que for costume, ajoelham-se para receber uma bênção do Cel.
3. Depois o Ac1 ajuda o Cel a desparamentar-se.



[1] Se for necessário subir degraus, os dois Acs se afastam e levantam (Ac1 com a mão esquerda, Ac2, mão direita) a parte dianteira das vestes do Cel.
[2] Se houver estante, o Ac1 a prepara para a Epístola, depois da qual a passará ao Ac2 que preparará para o Evangelho. Depois de trocar o missal, o Ac1 retorna ao seu lugar passando por trás do Ac2.
[3] Atenção: os dois Acs devem ir a credência.
[4] Depois de o Cel retirar as mãos das oblatas e o Ac1 tocar a sineta.
[5] Tendo antes aproximado a sineta do lugar onde deve se ajoelhar.
[6] Se depois dos Acs não há mais ninguém para comungar no altar, o Ac2 permanece de joelhos  no supedâneo até o toque da sineta.
[7]Atenção: só depois de tonsurado um Ac poderia passar as folhas do missal. Por isso, é melhor não mexer no missal, mas apenas transportá-lo.
[8]Atenção: o Ac2 apenas se levanta, não se afasta.

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