quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A Missa Rezada com um só Acólito

Por Blasius Ludovicus
Exporemos em primeiro lugar a função de um só Acólito (Ac) na Santa Missa, o que deveria ser o comum, depois apontaremos as modificações quando dois Acs ajudam a mesma Missa.

 Do início ao ofertório

1. Chegando ao altar[1], o Celebrante (Cel) retira o barrete, entrega ao Ac[2] e ambos genufletem (o Ac à direita do Cel).
2. Depois da genuflexão, sobe ao altar para colocar o missal na estante ou almofada[3], vai guardar o barrete (no faldistório ou na credência), depois passa para o lado do Evangelho (genuflexão ao meio) e ajoelha-se in plano no lado do Evangelho ao lado do Cel, respondendo-o com voz clara, conservando as mãos postas.
3. Reza o Confiteor mantendo inclinação profunda; às palavras “tibi pater” e “te pater” o Ac volta-se para o Cel, e reergue-se ao iniciar o Indulgéntiam, persignando-se ao mesmo tempo.
4. Quando o Cel for subir ao altar, o Ac levanta-se e, com a mão direita, levanta-lhe a extremidade dianteira da alva para que suba com maior facilidade, e logo se ajoelha in gradu, no mesmo lado do Evangelho, a partir de agora diante da sacra.
5. Terminada a Epístola responde “Deo gratias”[4], levanta-se e dirige-se para o lado da Epístola, genufletindo ao passar pelo meio, a fim de buscar o missal. Posiciona-se atrás do Cel e espera até que este se dirija ao meio do altar, quando, então, tomará o livro, genufletirá diante do Sacrário, passará para o lado do Evangelho, deixará o livro sobre o altar (meio virado para o centro do supedâneo), e descerá para o lado da sacra, permanecendo de frente para o missal.
6. No princípio do Evangelho persigna-se junto com o Cel, faz reverência ao nome de Jesus (se houver), e retorna (pelo plano) para o lado da Epístola, fazendo genuflexão no centro; ao chegar diante da sacra do Lavabo aí permanecerá em pé e com as mãos postas, voltado para o missal, até o final do Evangelho[5]. Terminado o Evangelho o Ac ajoelha-se no primeiro degrau (in gradu), no mesmo lugar em que está.

Do ofertório ao fim da Missa
1. No final do Credo (se houver), depois do “Oremus”, o Ac se levanta e sobe ao supedâneo para receber o véu[6]do cálice, colocando-o dobrado[7] sobre o extremo do altar (lado da Epístola). Dirige-se à credência, pega as galhetas e coloca-se em paralelo ao altar no lado da Epístola, tendo o vinho na mão direita e a água na mão esquerda[8]. Quando o Cel se aproximar, faz uma reverência com a cabeça (vênia) e oscula[9] as galhetas[10]; oferece-lhe primeiro a galheta de vinho, passa a de água para a mão direita, recebe a galheta de vinho com amão esquerda; e depois oferece a galheta de água. Ao receber a galheta com água, o Ac faz vênia ao Cel e depois oscula novamente as galhetas e retira-se à credência (voltando-se pela sua direita).
2. Em seguida, o Ac volta para o Lavabo com a galheta de água na mão direita e, na mão esquerda, o pratinho para o Lavabo, com o manustérgio em seu braço esquerdo, pendendo de seu braço, ou o terá sob o pratinho, na mesma mão. O Ac faz vênia ao Cel antes e depois do lavabo, em seguida volta à credência.
3. Guardado o Lavabo, o Ac pega a sineta e vai diretamente se ajoelhar in gradu no lado da Epístola (não genuflete no meio). Espera que o Cel diga a palavra Omnipotentem do “Orate fratres” para responder o Suscipiat.
4. Depois do Prefácio toca três vezes a sineta no início do Sanctus, e faz o sinal da cruz no Benedictus, ao mesmo tempo em que o Cel. No Hanc ígitur (enquanto o Cel está com as mãos sobre o cálice) toca uma vez a sineta e, quando o Cel retirar as mãos, levanta-se para subir ao supedâneo, onde se ajoelha ao lado do Cel, mas um pouco atrás[11].
5. Toca uma vez a sineta quando o Cel genufletir antes das elevações. Durante a elevação (tanto da Sagrada Hóstia quanto do Cálice) toca uma vez a sineta[12], levantando levemente, com a mão esquerda, a borda da casula. Também tocará uma vez a sineta nas genuflexões que o Cel fizer depois de cada elevação, isto é, da Hóstia e do Cálice. Depois da última genuflexão do Cel, o Ac levanta-se, genuflete in plano no centro e ajoelha-se no seu lugar (de frente para a sacra do Lavabo).
6. No Agnus Dei, bate-se três vezes no peito, como o Cel.
7. A cada vez que o Cel dizer “Domine, non sum dignus” toca imediatamente uma vez a sineta[13].
8. Logo que o Cel descobrir o Cálice para comungar, o Ac levanta-se e vai à credência buscar a patena da comunhão e, voltando ao seu lugar, ajoelha-se no supedâneo, do lado da Epístola, um pouco atrás; reza o Confiteor[14]quando o Cel, levantando o Cálice para comungar o Preciosíssimo Sangue, terminar de traçar o sinal da cruz. No segundo Indulgentiam o Ac procede como no primeiro.
9. O Cel apresentará o Cordeiro de Deus e o Ac tocará a campainha a cada vez que responder “Domine, non sum dignus”; em seguida comunga (se é o caso) e se levanta para acompanhar o Cel com a patena na mão direita, estando sempre do lado direito do Cel enquanto este administra a comunhão. Encerrada a comunhão o Ac entrega a patena ao Cel e o acompanha ao altar, no pé do altar levanta-lhe a alva para que este suba os degraus, e logo se ajoelha in gradu no lado da Epístola.
10. Cerrado o Sacrário, toca a sineta e vai à credência[15]preparar as galhetas para as abluções[16]. Quando o Cel inclinar o cálice (o Ac espera este movimento), aproxima-se com o vinho e verte um pouco no cálice (até que o Cel lhe indique que pare). Logo vai ao extremo do altar[17]onde aguarda o Cel, e verte o restante do vinho sobre os dedos do Cel (ou o quanto este lhe indicar), e depois um pouco de água[18]. Não deve descuidar de retirar a patena da comunhão e levá-la à credência.
11. Deixa as galhetas na credência e dirige-se ao altar[19] para buscar o véu do cálice[20] e o passa para o lado do Evangelho, pega o missal que está no lado do Evangelho e o passa para o lado da Epístola, sempre fazendo a genuflexão no centro do altar.
12. Depois volta ao lado do Evangelho (fazendo genuflexão) e ajuda o Cel com o cálice[21]; desce imediatamente para ajoelhar-se in plano no lado do Evangelho, diante da sacra (sem ir genufletir no meio).
13. Depois da bênção final, levanta-se para o Último Evangelho. Logo depois de persignar-se, passa para o lado da Epístola[22] e coloca-se voltado para o Cel. Genuflete ao “Et Verbum caro factum est” e, terminado o Evangelho, se aproxima do Cel para as últimas orações (o Cel ajoelha-se in gradu e o Ac in plano).
14. Encerradas as orações, sobe ao supedâneo com o Cel para pegar o missal, faz vênia a cruz, desce e genuflete com este in plano e o precede à sacristia.
15. Na sacristia, faz reverência à cruz com o Cel e o ajuda a desparamentar-se.[23]




[1]  Se para chegar ao altar for necessário subir degraus, o Ac se afasta para a direita se abaixa e levanta a dianteira (e não a lateral) da alva e da batina, com a mão esquerda. E fará o mesmo sempre que for necessário.
[2] Que oscula primeiro a mão do Cel, depois o barrete.
[3] Com a abertura voltada para a cruz.
[4] Se o Cel usa estante para as leituras em vernáculo, depois do último “oremus” o Ac se levanta e vai preparar a estante (e o microfone), depois volta ao lado do Evangelho, onde se ajoelha. Depois do “Deo gratias”, o Ac se levanta e vai colocar a estante no lado do Evangelho, em seguida vai transportar o missal normalmente.
[5] Durante o Evangelho, o Ac deve lembrar de fazer as devidas inclinações aos nomes de Jesus, de Maria e do Santo celebrado, se ocorrerem.
[6] Regra Geral: Quem entrega o véu, entrega-o com as duas mãos, colocando-as sob as mãos de quem o recebe, que põe as mãos por cima.
[7] Dobra o véu em três partes ao comprido, de modo que a cruz apareça. Nesse movimento evite-se ficar virando o véu, basta receber, colocar sobre o altar e dobrar.
[8] Um degrau abaixo do supedâneo.
[9] Deve-se oscular na asa ou onde o Cel deve segurar (não na borda ou lábio).
[10] Primeiro a de vinho.
[11] Pode levar a sineta consigo ou aproximá-la antes do lugar onde deve se ajoelhar.
[12] Com um toque um pouco mais demorado.
[13] É bom deixar para tocar depois de o Cel pronunciar estas palavras.
[14] Onde for costume rezar o Confiteor, pois já não faz parte do rito da Missa, embora em alguns lugares, como na Administração Apostólica, tenha ficado como costume popular.
[15] Leva a sineta para a credência.
[16] Nas abluções omite as vênias e os ósculos do ofertório.
[17] Se tiver oportunidade pode pegar a patena e colocá-la na credência agora.
[18] Para colocar a água o Ac deve colocar a galheta de água na mão direita, por isso, deve trocar as galhetas de mãos. Não é permitido colocar a galheta (nem mesmo a de água) sobre o altar, por isso, tenha muito cuidado nesse movimento.
[19] Pela lateral do lado da Epístola.
[20] O Ac desdobra o véu, de modo que a cruz fique para a borda do altar. Depois pega com a mão direita a ponta direita, com a esquerda a ponta esquerda do véu que estão mais para o fundo do altar, retira assim o véu de sobre o altar e depois cruza os braços de modo que a mão direita fique entre o corpo e o cotovelo esquerdo, e a mão esquerda fique do lado (de fora) do cotovelo direito. E assim volta-se para a nave da igreja (o avesso do véu voltado para si), desce in plano e, na medida em que vai se voltando para o altar, descruza os braços (avesso voltado para o altar), faz genuflexão.
[21] Apresenta a bolsa aberta para guardar o corporal, entrega o véu e depois a bolsa.
[22] Vai buscar logo o barrete.
[23] Onde for costume e com o padre que tiver o costume, o Ac se ajoelha para receber a bênção, após a resposta do Benedicamus Domino.

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