sábado, 31 de outubro de 2015

As Missas pelos Fiéis Defuntos


Por Dom Beda Keckeisen, OSB

Muitas vezes, em suas Orações, lembra-se a Santa Igreja dos irmãos que já passaram desta vida para a eternidade, daqueles que ainda sofrem e se purificam de suas faltas, imperfeições e penas dos pecados. Por maior que seta a solenidade nunca se esquece deles nos Ofícios divinos e no Saulo Sacrifício da Missa. No dia dedicado especialmente a memória dos Finados, todos os Sacerdotes celebram três Missas.
No dia da morte, no terceiro, no sétimo, no trigésimo dia e no aniversário, podem ser ditas Missas por alma do defunto, excetuando-se os dias e as (estas de maior solenidade.
Em dias simples ou festas menores, podem ser ditas Missas de defuntos chamadas Cotidianas. Predominam nestas Missas pelos mortos, dois pensamentos principais:
1. a fé na ressurreição da carne (Introito. Epistola, Gradual, Evangelho e Prefácio):
2. o zelo pelas almas, pela libertação de suas penas (Oração, Trato, Sequência e Ofertório).
O melhor meio de se ajudar a uma alma é mandar celebrar a Santa Missa ou assistí-la em sua intenção.
Jesus, o Sumo Sacerdote, se oferece pela alma de uma maneira mística, para que sejam apagadas as suas culpas, mitigadas as suas dores e para que ela alcance a luz perpétua, a visão beatifica de Deus.

Algumas particularidades destas Missas
Nas Missas dos defuntos exprime-se de maneira tocante o seu caráter de tristeza, dor e compaixão, não só nos textos como nas cerimônias e nos paramentos que são pretos.
Omite-se tudo quanto exprime alegria: o Salmo judica me, o Glória Patri, o Glória in excelsis, o Aleluia e o Credo. Não se incensa o altar antes do lntroito, nem o livro e a assembléia depois do Ofertório. No fim do Agnus Dei em lugar de: Miserére nobis, diz-se: Dona eis réquiem.
Omite-se ainda o ósculo da paz e a Oração que o precede; no fim da Missa não se diz Ite missa est, mas Requiéscant in pace, e o Celebrante não dá a bênção. E Nas Missas solenes o subdiácono não recebe a bênção depois da Epístola nem o diácono, antes do Evangelho. Este é cantado sem luz  e sem incenso e no fim o Sacerdote não oscula o livro.



In: Missal Quotidiano, p. [165]

Para ver mais sobre as rubricas das Missas de Requiem e as funções do Acólito e do Celebrante clique aqui.

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