domingo, 18 de outubro de 2015

O que preparar para a Missa Rezada?

Por Blasius Ludovicus


Para a celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária é necessária uma atenção muito especial na preparação do lugar, especialmente do altar, credencia e sede do Celebrante e ajudantes. Passaremos a dar agora algumas indicações para a preparação dos objetos sagrados e paramentos da Santa Missa.
  
Na sacristia
Preparam-se os paramentos do padre sobre a mesa, que deve ser limpa antes e coberta com uma toalha (se necessário), sobretudo se os paramentos forem preciosos. Deve-se dispor a casula, a estola, o manípulo, o cíngulo, a alva e o amito em ordem e maneira que o padre possa se revestir sem que seja necessário os revirar.
Pode-se dispô-los do seguinte modo:
a)   Primeiro estende-se a casula (com a cor litúrgica para fora e o forro para dentro) sobre a mesa de modo que as costas fiquem para cima;
b)  A estola é colocada com as duas extremidades em direção ao fundo, e o meio transversal sobre a casula, de modo que a parte que ficará sobre o corpo esteja mais próxima da borda;
c)   O manípulo é colocado sobre a estola na mesma posição em que o padre o usará, ou seja, de modo que a cruz do meio fique próxima da borda e as duas extremidades em direção ao fundo;
d)  Em seguida arruma-se o cíngulo (dobrado ao meio) sobre o manípulo formando um M (ou outro desenho piedoso), com as duas pontas no lado direito (de quem arruma);
e)   A alva é colocada sobre o cíngulo com as suas costas para cima: as mangas são dobradas por cima e se levanta à metade a parte posterior deixando-a sobre as costas da alva;
f)    Enfim, se estende o amito sobre a alva de modo a cobrir todos os paramentos: é colocado com o avesso para baixo e o lado que tem as fitas em direção ao fundo; com as fitas pode-se formar um M.
À direita se coloca o barrete e o missal, se não estiver no altar. À esquerda se prepara a vasilha das hóstias, o cálice com a patena[1], um sanguíneo, o véu do cálice e a bolsa do corporal.

No altar
Retira-se completamente o guarda-pó que o cobria[2] e colocam-se as sacras, a saber: no lado da Epístola a sacra do Lavabo; no lado do Evangelho a sacra do Último Evangelho; e no meio a sacra do Cânon. No lado da Epístola coloca-se a estante ou almofada para o missal. Próximo à sacra do meio coloca-se a chave do sacrário. Se houver uma ou mais âmbula para consagra pode-se colocar[3]ou no altar (próxima do Cânon) ou na credência da Missa. Para esta Missa acendem-se duas velas.

Na credência 
Prepara-se:
a)   A sineta, que podem ser duas em ocasião de festividade;
b)  As galhetas, uma com vinho (à direita) e outra com água (à esquerda, com água suficiente para o cálice e lavabo);
c)   Um manustérgio e um pratinho ou outro vaso adequado para o padre lavar os dedos;
A patena e, se for costume ou necessária, a toalha da comunhão.[4]



[1]  Rit. t. IX, c. 1, n. 7. Com o cálice e a patena coloca-se, se for costume usar, a colherinha para o ofertório: neste caso ficará dentro do cálice sobre o sanguíneo.
[2] Assim denominaremos a toalha (de pano ou de plástico) que cobre o altar fora das funções litúrgicas. Este pode acompanhar a cor litúrgica do tempo, ou ser sempre branco ou dourado. “Guarda-pó” é uma expressão já consagrada, por exemplo, já usada por Dom Antônio Coelho, em 1950, em seu Curso de Liturgia Romana (cf. tomo I, n. 376, 2, p. 454) para designar esta toalha.
[3] Descoberta, mas com o véu próximo. A propósito, é bom evitar que um não tonsurado, ou mesmo o leigo com permissão, toque diretamente com as mãos o cálice, âmbula e patena do cálice. É bom que para levar a âmbula ao altar, use-se o próprio véu a modo de luva.
[4] Se a Sagrada Comunhão for dada em uma grande distância do altar, pode-se preparar na credência uma vela num suporte (nunca a candela) que o acólito levará acesa ao acompanhar o padre na distribuição. 

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