segunda-feira, 4 de julho de 2016

VIII Domingo depois de Pentecostes

II classe, verde

"usai o ‘Dinheiro’, embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas."

Neste Domingo ouvimos no Evangelho a parábola do administrador desonesto. Este homem representa a cada um de nós. Deus nos confiou tudo o que temos, tudo recebemos de graça das mãos de Deus para que administrássemos para o bem e salvação  das almas.
Por isso, a Liturgia hoje coloca em nossos lábios o pedido de “semper spíritum cogitándi qui recta sunt, propítius et agéndi” (Coleta), ou seja, sempre pensar o que é reto e o praticar. Nós, filhos da luz, precisamos aprender a agir com esperteza (Evangelho), não nas coisas do mundo, mas nas coisas de Deus, de tal modo que, usando bem as coisas terrenas, consigamos amigos no Céu, onde queremos ser recebidos um dia.
Somos cristãos, filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo: vivamos conforme nossa condição de cristãos!

INTRÓITO
(Sl 47,10-11; ib. 2)
SUSCÉPIMUS, Deus, misericór-diam tuam in médio templi tui: secúndum nomen tuum, Deus, ita et laus tua in fines terræ: justítia plena est déxtera tua. Sl. Magnus Dóminus, et laudábilis nimis: in civitáte Dei nostri, in monte sancto ejus. Glória Patri. Suscépimus.
RECEBEMOS vossa misericór-dia, Deus, no meio de vosso templo: como o vosso nome, assim, ó Deus, a vossa glória chega até os confins da terra: vossa direita está cheia de salvação. Sl. Grande é o Senhor e digníssimo de louvor na cidade de nosso Deus, no seu monte santo. Gloria ao Pai. Recebemos.

ORAÇÃO
LARGÍRE nobis, quǽsumus, Dómine, semper spíritum cogitándi qui recta sunt, propítius et agéndi: ut, qui sine te esse non póssimus, secúndum te vívere valeámus. Per Dóminum.
ROGAMO-VOS, Senhor, nos concedais propício a graça de pensar o que é reto e o praticar com retidão; para que, não podendo resistir sem vós, levemos uma vida conforme a vossa vontade. Por Nosso Senhor.

EPÍSTOLA
 (Rm 8,12-17)
Léctio Epístolæ beáti Pauli Apóstoli ad Romános.
FRATRES: Debitóres sumus non carni, ut secúndum carnem vivámus. Si enim secúndum carnem vixéritis, moriémini: si autem Spíritu facta carnis mortificavéritis, vivétis. Qui-cúmque enim spíritu Dei agúntur, ii sunt fílii Dei. Non enim accepístis spíritum servitútis íterum in timóre, sed accepístis spíritum adoptiónis filiórum, in quo clamámus: Abba (Pater). Ipse enim Spíritus testimónium reddit spíritui nostro, quod sumus fílii Dei. Si autem fílii, et herédes: herédes quidem Dei, coherédes autem Christi.

Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos.
IRMÃOS, estamos em dívida, mas não com a carne, como devendo viver segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne morrereis; mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!” O próprio Espírito se une ao nosso espírito, atestando que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.
            
GRADUAL
(Sl. 30,3.2)
ESTO mihi in Deum protectórem, et in locum refúgii, ut salvum me fácias. Ps. Deus, in te sperávi: Dómine, non confúndar in ætérnum.
SEDE para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio para me salvar.  Sl. Em vós, ó Deus, esperei: que eu não confundido para sempre.

ALELUIA
(Sl. 47,2)
ALLELÚJA, allelúja
Magnus Dóminus, et laudábilis valde, in civitáte Dei nostri, in monte sancto ejus. Allelúja
ALELUIA, aleluia.
Grande é o Senhor e digníssimo de louvor na cidade de nosso Deus, no seu monte santo. Aleluia.

EVANGELHO
(Lc 16,1-9)
+ Sequentia sancti Evangelii secundum Lucam.
IN illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis parábolam hanc: «Homo quidam erat dives, qui habébat víllicum: et hic diffamátus est apud illum, quasi dissipásset bona ipsíus. Et vocávit illum, et ait illi: “Quid hoc áudio de te? redde ratiónem vilicatiónis tuæ: jam enim non póteris villicáre.” Ait autem víllicus intra se: “Quid fáciam, quia dóminus meus aufert a me villicatiónem? fódere non váleo, mendicáre erubésco. Scio quid fáciam, ut, cum amotus fúero a villicatióne, recípiant me in domos suas.” Convocátis ítaque síngulis debitóribus dómini sui, dicébat primo: “Quantum debes dómino meo?” At ille dixit: “Centum cados ólei.” Dixítque illi: “Accipe cautiónem tuam et: sede cito, scribe quinquagínta.” Deínde álii dixit: “Tu vero quantum debes?” Qui ait centum choros trítici.” Ait illi: “Accipe lítteras tuas, et scribe octogínta.” Et laudávit dóminus víllicum iniquitátis, quia prudénter fecísset: quia fílii hujus sæculi prudentióres fíliis lucis in generatióne sua sunt. Et ego vobis dico: fácite vobis amícos de mammóna iniquitátis: ut cum defecéritis, recípiant vos in ætérna tabernácula.»




+ Continuação do santo Evangelho segundo São Lucas.
NAQUELE tempo, Jesus disse aos discípulos esta parábola: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar não tenho força; de mendigar tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta- te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo.’ O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. “Eu vos digo: usai o ‘Dinheiro’, embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas.”

Credo.

OFERTÓRIO
(Sl. 17,28.32)
PÓPULUM húmilem salvum fácies, Dómine, et óculos superbórum humiliábis: quóniam quis Deus præter te, Dómine?
SALVAIS, Senhor, o povo humilde, e humilhais os olhos dos soberbos: porque quem é Deus, senão vós, ó Senhor?

SECRETA
SUSCIPE, quǽsumus, Dómine, múnera, quæ tibi de tua largitáte deférimus: ut hac sacrosáncta mystéria, gratiæ tuæ operánte virtúte, et præséntis vitæ nos conversatióne sanctíficent, et ad gáudia sempitérna perdúcant. Per Dóminum.
ROGAMO-VOS, Senhor, recebei propício os dons que, recebidos de vossas mãos, vos oferecemos, para que, estes santos Mistérios, pela ação de vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

Prefatio de Ssma Trinitate


COMUNHÃO
(Sl. 33,9)
GUSTÁTE et vidéte, quóniam suávis est Dóminus: beátus vir, qui sperat in eo.
PROVAI e vede quão suave é o Senhor: feliz é o homem que espera nele.

PÓS-COMUNHÃO
SIT nobis, Dómine, reparátio mentis et córporis cæléste mystérium: ut, cujus exséquimur cultum, sentiámus efféctum. Per Dóminum.
SIRVA-NOS, Senhor, este celestial Mistério para reparação da alma e do corpo: para que, ao celebra-lo, experimentemos seus efeitos salutares. Por Nosso Senhor.

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