segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

As cores dos paramentos

 


A – As cores dos paramentos em geral
117. Os paramentos do altar, do celebrante e dos ministros devem ser da cor própria do Ofício e da Missa do dia ou de outra Missa que deve ser celebrada, segundo o uso da Igreja Romana, a qual acostumou usar cinco cores: o branco, o vermelho, o verde, o roxo e o preto.
Entretanto, conservam todo seu valor, os indultos e os costumes legítimos acerca do uso de outras cores.
Se, em alguma parte, nas regiões de Missões, por uma tradição aprovada, o significado de uma ou outra cor litúrgica da Igreja Romana choca com a significação congênita desses povos, se concede à Conferência Episcopal da mesma região ou da maior parte do território, se assim for conveniente, a faculdade de trocar dita cor por outra mais apta; porém, não se leve a efeito sem antes consultar à Sagrada Congregação dos Ritos.
118. Para a cor dos paramentos nas Missas votivas rezadas de IV classe, recorde-se o dito no n. 323.

B – A cor branca
119. A cor branca deve ser usada no Ofício e nas Missas do Tempo:
a) Desde a festa da Natividade até o término do Tempo da Epifania;
b) desde a Missa da Vigília Pascal até a Missa da Vigília de Pentecostes, exclusive.
120. Emprega-se a cor branca no Ofício e nas Missas das festas:
a) do Senhor, exceto nas festas dos mistérios e instrumentos da Paixão;
b) da Santíssima Virgem, mesmo na bênção e na procissão das candelas do dia 2 de fevereiro;
c) dos Santos Anjos;
d) de Todos os Santos (1º de novembro);
e) dos Santos não Mártires;
f) de São João Apóstolo e Evangelista (27 de dezembro); da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro); da Conversão de São Paulo (25 de janeiro); da Natividade de São João (24 de junho).
121. Requerem a cor branca nas Missas votivas:
a) que correspondem às festas das quais se falou no número precedente;
b) de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote;
c) da coroação do Sumo Pontífice, e nos aniversários do Sumo Pontífice e do Bispo diocesano;
d) dos esponsais [“pro sponsis”].
122. Finalmente, emprega-se a cor branca na quinta-feira da Semana Santa, na Missa do Santo Crisma e na Missa In Coena Domini; pelo diácono para o canto do Precônio Pascal e, pelo celebrante, para a renovação das promessas do batismo na Vigília pascal.

C – A cor vermelha
123. A cor vermelha deve ser usada no Ofício e nas Missas do Tempo, desde a Vigília de Pentecostes até noa do sábado seguinte.
124. Igualmente emprega-se a cor vermelha no Ofício e nas Missas das festas:
a) dos mistérios e instrumentos da Paixão do Senhor:
b) dos Santos Apóstolos e Evangelistas, no dia do natalício deles, excetuada a festa de São João (27 de dezembro);
c) da Comemoração de São Paulo Apóstolo (30 de junho);
d) da Comemoração de todos os Santos Sumos Pontífices;
e) dos Santos Mártires dos quais se celebra o martírio, a invenção ou a transladação;
f) das Sagradas Relíquias;
125. Requerem a cor vermelho as Missas votivas:
a) da Paixão do Senhor;
b) do Espírito Santo;
c) dos mistérios dos Santos dos quais se falou no número precedente;
d) na eleição do Sumo Pontífice.
126. Finalmente, emprega-se a cor vermelha no II Domingo da Paixão ou de Ramos, para a bênção e procissão dos Ramos.

D – A cor verde
127. A cor verde se usa no Ofício e Missas do Tempo:
a) desde o dia 14 de janeiro até o sábado anterior a Septuagésima;
b) desde a segunda-feira depois do I Domingo de Pentecostes, até o Sábado anterior ao Advento.
Excentuam-se as férias das Têmporas de setembro e das Vigílias de II e III classe, fora do Tempo pascal.

E – A cor roxa
128. Emprega-se a cor roxa no Ofício e nas Missas do Tempo:
a) desde o I Domingo do Advento até a Vigília da Natividade inclusive;
b) desde o Domingo da Septuagésima até a Vigília pascal, exceção feita da bênção e procissão dos ramos no II Domingo da Paixão; a Missa do Santo Crisma ou In Coena Domini na quinta-feira da Semana Santa; na Ação Litúrgica da sexta-feira, até a comunhão exclusive; no canto do Precônio pascal para o diácono, e na renovação das promessas do batismo, para o celebrante, na Vigília pascal;
c) nas férias das Têmporas de setembro;
d) nas Vigílias de II e III classe, fora do Tempo pascal.

129. As Missas votivas que requerem a cor roxa são:
a) Pro Fidei propagatione (pela propagação da fé);
b) Pro Ecclesiæ defensione (pela defesa da Igreja);
c) Pro unitate Ecclesiæ (pela unidade da Igreja);
d) Tempore belli (no tempo da guerra);
e) Pro pace (pela paz);
f) Pro vitanda mortalitate (para evitar a mortandade);
g) Pro remissionem peccatorum (pela remissão dos pecados);
h) Pro peregrinantibus et iter agentibus (pelos peregrinos e viajantes);
i) Pro infirmis (pelos enfermos);
j) Ad postulandam gratiam bene moriendi (para pedir a graça de uma boa morte);
l) Pro quacumque necessitate (por qualquer necessidade).
130. Emprega-se também a cor roxa:
a) na procissão e Missa das Ladainhas Maiores e Menores;
b) na bênção das Cinzas;
c) para a Comunhão e Ação Litúrgica da sexta-feira santa na Paixão e Morte do Senhor;
d) nas Missas da Comemoração de todos os fiéis Defuntos, se se celebram durante a Exposição do Santíssimo Sacramento, nas Quarenta Horas.
131. Os paramentos de cor rosa podem ser usados no III Domingo do Advento e no IV Domingo da Quaresma, mas no Ofício e na Missa somente do Domingo.

F – A cor preta
132. A cor preta deve ser usada:
a) na Ação Litúrgica da sexta-feira santa na Paixão e Morte do Senhor, até a Comunhão exclusive;

b) no Ofício e na Missa de Defuntos, exceto o caso de que se fala no n. 130 d.



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