segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Calendário e as festas que devem ser inscritas nele


O Calendário é universal ou particular ou próprio.
O Calendário universal é o usado na Igreja universal, o qual está colocado no início do Breviário e do Missal Romanos.
O Calendário particular ou próprio é o diocesano ou religioso; e se faz inserindo no Calendário universal as festas particulares.
A confecção deste Calendário particular perpétuo depende, respectivamente, do Ordinário do lugar ou do Supremo Moderador Religioso, com a aprovação de seu Capítulo ou Conselho Geral e deve ser aprovado pela Sagrada Congregação dos Ritos.
O Calendário diocesano é o que tem em toda a diocese e qualquer outro território eclesiástico, a qual preside um “Ordinário do lugar”.

No Calendário diocesano, além das festas universais, devem inscrever-se:
a) as festas próprias (n. 42) e as concedidas a toda uma nação ou região ou província, seja eclesiástica ou civil;
b) as festas próprias (n. 43) e as concedidas a uma diocese.

Baseando-se neste Calendário diocesano se confecciona:
a) o Calendário de cada lugar, agregando as festas próprias (n. 44) e as concedidas;
b) o Calendário de cada igreja ou oratório, agregando também as festas próprias do lugar (n. 44) e as concedidas, e as festas próprias da mesma igreja (n. 45) e as concedidas por indulto;
c) o Calendário das Congregações religiosas ou dos Institutos de direito pontifício que não estão obrigados à recitação do Ofício Divino; e das Congregações de direito diocesano, agregando as festas próprias do lugar (n. 44) e as concedidas; e tambem as outras festas próprias deles (nn. 45 e 46) e as concedidas.

Possui um Calendário Religioso:
a) As Ordens regulares, e as Monjas e as Irmãs da mesma Ordem, assim como também os Terciários agregados e que vivem em comum e emitem os votos simples;
b) as Congregações religiosas e os Institutos de ambos sexos, de direito pontifício, constituídas sob o regime de um geral, se estão obrigados, pessoalmente, a rezar o Ofício divino.

No Calendário religioso, além das festas universais, devem inscrever-se as festas próprias (n. 46) e as concedidas à mesma Ordem ou Congregação.

Baseando-se neste Calendário religioso confecciona-se:
a) o Calendário de cada província religiosa, agregando as festas próprias (n. 46) e as concedidas;
b) o Calendário de cada igreja ou oratório, agregando do mesmo modo as festas próprias (n. 45) e as concedidas, assim como as outras de que se tratará no número seguinte: este Calendário se chama também da casa religiosa.

Em todas as dioceses e lugares, os Religiosos, mesmo os que seguem um Rito distinto do Romano, tem a obrigação de celebrar, juntamente com o clero diocesano:
a) a festa do Patrono principal da nação, região ou província, seja eclesiástica ou civil, da diocese, do lugar, vila ou cidade (I classe);
b) o aniversário da Dedicação da igreja catedral (I classe);
c) as outras festas feriadas, quaisquer que sejam, com o mesmo grau com que estão inscritas no Calendário diocesano.

Os religiosos, na celebração das festas dos Santos da Ordem ou da Congregação, devem conformar-se com o clero diocesano, quanto ao dia e ao Ofício mais próprio, se estes mesmos Santos são honrados como Patronos principais (n. 57 a).

Do mesmo modo, se as festas dos Santos ou Beatos de alguma Ordem ou Congregação são celebradas pelo clero de alguma diocese ou lugar com grau superior ou Ofício mais próprio, alí mesmo pode ser celebrado com o mesmo grau superior ou com o Ofício mais próprio também pelos Religiosos da mesma Ordem ou Congregação, contanto que as mesmas festas estejam inscritas em ambos Calendários, e no mesmo dia.



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