segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O Calendário que deve ser usado na celebração da Missa


274. A Missa deve ser celebrada segundo o Calendário da igreja ou do oratório em que se celebra a Missa, ou do lugar, ou do próprio sacerdote celebrante, ou da Igreja universal, segundo o exposto mais abaixo.

275. Numa igreja ou oratório público, qualquer sacerdote, tanto diocesano como religioso, deve celebrar segundo o Calendário da mesma igreja ou oratório público.
Observe-se o mesmo no oratório semipúblico principal do Seminário, da casa religiosa, do colégio, hospital, cárcere e lugares semelhantes.

276. Nos oratórios secundários dos Seminários, casas religiosas, colégios, hospitales, cárceres e lugares semelhantes, cada sacerdote pode seguir ou o Calendário do mesmo oratório ou seu próprio Calendário.

277. Nos oratórios privados, e quando celebra sobre altar portátil fora do lugar sagrado, cada sacerdote pode seguir ou o Calendário do lugar (n. 53 a) ou seu próprio Calendário.

278. Cada sacerdote, ainda que por si possa seguir o Calendário próprio, deve celebrar as festas: do Patrono principal da nação, da região, da província eclesiástica ou civil, da diocese, do povo ou cidade, assim como o aniversário da Dedicação da Igreja catedral e as outras festas feriadas, quaisquer que sejam.

279. O oratório constituído de modo fixo nos navios, é um oratório público; e nele deve se usar o Calendário da Igreja universal. Quando, porém, alguém celebra fora deste oratório, sobre altar portátil, pode seguir ou o Calendário da Igreja universal ou o Calendário próprio. O mesmo pode fazer o que legitimamente celebra numa viagem aérea, fluvial ou terrestre em trem.

280. Nos seminários e colégios de clérigos diocesanos, confiados aos religiosos; assim como nos seminários e colégios interdiocesanos, regionais, nacionais e internacionais, confiados também a Religiosos, use-se o mesmo Calendário que obriga para a recitação do Ofício divino em comum (nn. 154-155 das rubricas do Breviário Romano).

281. Nos colégios e casas interprovinciais, nacionais e internacionais dos Religiosos, deve-se usar o Calendário próprio de toda a Ordem ou Congregação (n. 55), agregando somente as festas das que se tratam no n. 57.

282. O Calendário diocesano, agregadas as festas do lugar e da igreja ou oratório próprios, deve-se usar:
a) nas igrejas catedrais, mesmo quando estejam encomendadas aos Religiosos;
b) nas igrejas e oratórios do clero diocesano, mesmo quando tenham anexo um coro de Religiosos, que se comunica com a igreja somente por meio de grades;
c) nas igrejas e oratórios dos Religiosos de ambos sexos, que não tem Calendário próprio, agregadas, porém, suas festas próprias e as concedidas por indulto;
d) nas igrejas e oratórios dos religiosos, encomendadas ao clero diocesano, ou que tenham anexo um coro de Cônegos; mas não se a igreja ou oratório, está encomendada a algum sacerdote em particular;
e) na igreja e oratório principal do seminário, mesmo quando esteja encomendado a Religiosos, porém, com a faculdade de agregar as festas das que se tratam no n. 154.

283. O Calendário religioso, agregadas as festas de que se tratam no n. 57 e as próprias da igreja ou oratório, deve-se usar:
a) nas igrejas e oratórios principais dos religiosos, que tem Calendário próprio, mesmo que sejam paroquiais;
b) nas igrejas e oratórios do clero diocesano, encomendadas aos Religiosos, ou que os Religiosos usam para a recitação pública do Ofício divino, mesmo que sejam paroquiais; mas não se a igreja ou oratório está confiada a algum religioso em particular;
c) nas igrejas e oratórios dos Terciários de ambos sexos, mesmo quando só recitem o Ofício parvo da Santíssima Virgem Maria;
d) nos oratórios secundários dos seminários encomendados aos Religiosos, se estes oratórios são usados somente pelos mesmos religiosos.


284. O sacerdote que celebra numa igreja ou oratório onde está vigente um Rito distinto, deve ater-se ao Calendário da mesma igreja ou oratório quanto às festas e seus graus, comemorações e coleta imperada. Entretanto, quanto à ordenação da Missa, deve tomar as partes variáveis próprias daquele Rito, com as cerimônias e o Ordinário de seu próprio Rito.



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