quarta-feira, 26 de abril de 2017

Capítulo III - O começo da Missa



1. Tendo o Sacerdote descido ao degrau mais baixo do altar, volta-se para o mesmo altar, onde de pé no meio, com as mãos juntas diante do peito, os dedos estendidos e igualmente juntos, e com o polegar direito sobre o esquerdo a modo de cruz (o que sempre se observa quando as mãos estiverem unidas, exceto após a Consagração), com a cabeça descoberta, feita primeiramente reverência profunda à Cruz ou ao altar, ou se nele estiver o tabernáculo do Santíssimo Sacramento, feita a genuflexão, ereto começa a Missa.
4. Em seguida, estando o celebrante de pé diante do degrau mais baixo do altar, como acima, diz com voz inteligível: In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amem, fazendo o sinal da cruz com a mão direita, da fronte ao peito. E depois que tiver dito isto, não deve distrair-se com quem quer que esteja celebrando em outro altar, mesmo que se eleve o Sacramento, mas prossegue continuamente a sua Missa até o fim.
5. Quando benze a si mesmo, sempre coloca a esquerda abaixo do peito: nas outras bênçãos, quando está ao altar, e abençoa as oblatas, ou outra coisa, coloca-a sobre o altar, a não ser que outra coisa seja dita. Benzendo a si mesmo, volta para si a palma da mão direita, e com todos os dedos dela juntos e estendidos, faz o sinal da cruz da fronte ao peito, e do ombro esquerdo ao direito.
Se, porém, abençoa a outros, ou alguma coisa, volta o dedo midinho para aquilo que abençoa, e abençoando estende toda a mão direita, com todos os seus dedos igualmente juntos e estendidos: o que em toda bênção deve ser observado.
6. Depois de dizer: In nomine Patris, etc. como acima, juntando novamente as mãos diante do peito, pronuncia com voz alta a antífona: Introibo ad Altare Dei. O ministro ajoelhado à esquerda atrás dele, e na Missa solene os ministros estando de pé aos lados dele, prosseguem: Ad Deum, qui laetificat iuventutem meam. Depois, estando do mesmo modo de pé, o sacerdote começa e prossegue com o ministro, ou ministros, alternadamente o salmo Judica me, Deus até o fim com o Gloria Patri. O qual terminado, repete a antífona Introibo com os ministros, como acima.
O salmo nunca deve ser omitido, a não ser nas Missas dos defuntos, e nas Missas do Tempo desde o I Domingo da Paixão até a Quinta-feira in Coena Domini inclusive, nas quais dita apenas uma vez a antífona Introibo com os ministros, como acima, o sacerdote acrescenta imediatamente o V. Adiutorium nostrum, etc. como abaixo. Quando diz o Gloria Patri no fim do salmo, inclina a cabeça à Cruz.
7. Repetida a antífona Introibo, fazendo o sinal da cruz com a mão direita da fronte ao peito, diz V. Adiutorium nostrum[1] R. Qui fecit caelum et terram. Depois se inclinando profundamente para o altar, com as mãos juntas diz: Confiteor Deo, como no Ordo Missae[2]: e do mesmo modo prossegue estando de pé e inclinado, até que seja dito o Misereatur pelo ministro, ou pelos ministros. Quando for começado o Confíteor pelos ministros, se ergue. Quando diz: mea culpa, bate três vezes no peito com a mão direita, com a esquerda posta abaixo do peito.
9. Quando o ministro, e os demais presentes, respondem o Confiteor, dizem tibi, pater, e te, pater, um pouco voltado para o celebrante (mesmo se estiver presente o Sumo Pontífice).
10. Feita a Confissão pelos circunstantes, o celebrante estando de pé responde: Misereatur vestri, etc. Depois, fazendo o sinal da fronte ao peito com a mão direita, diz: Indulgentiam, etc. [3]. E estando de pé e inclinado com as mãos juntas prossegue: Deus, tu conversus, e o que se segue no Ordo Missae, com voz alta até a oração Aufer a nobis, etc.; e quando diz: Oremus, estende e junta as mãos.
12. Às vezes o salmo Iudica me, Deus, com sua antífona, a confissão com a absolvição, os versos seguintes e as orações Aufer a nobis e Oramus te, Domine devem ser omitidas, conforme a norma n. 424 das rubricas. Nestes casos, o celebrante, feita a devida reverência ao altar, sobe a ele sem nada dizer e, deposto o cálice, oscula-se o altar sem nada dizer; depois, a não ser que se faça a incensação, começa a antífona para o Intróito no lado da Epístola, como abaixo.

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Título original: Ritus servandus in celebratione Missae
Caput: III – De initio Missae





[1] Conforme o ensinamento de vários liturgistas, o sacerdote pode dividir essas palavras conforme vai fazendo o sinal da cruz: toca a fronte dizendo o Adjuntorium, no peito Nostrum, no ombro esquerdo in Nomine, no ombro direito Domini.
[2] Ao dizer Vobis fratres e Vos fratres o padre não se volta para o ministro, faz isso somente na Missa Solene.
[3] Para isso, o padre toca a fronte dizendo Indulgentiam, o peito Absolutionem, o ombro esquerdo Remissionem, o ombro direito Peccatorum nostrorum e termina a oração de mãos juntas.

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