segunda-feira, 29 de maio de 2017

A realidade do pecado e o Sacramento da Confissão


Por Padre Jorge Luís
Hoje mais do que nunca precisamos falar sobre algo que perpassa toda a nossa vida e nos desafia a cada novo dia: a realidade do pecado. E ao mesmo tempo em que lembramos essa terrível realidade é necessário também lembrar a grande graça que Deus nos dá no Sacramento da Confissão. Faremos isso conforme a doutrina de nossa Santa Mãe Igreja, como ensina o Catecismo da Igreja Católica.

I. A REALIDADE DO PECADO
Antes de tudo, devemos ter em mente que “o começo do pecado e da queda do homem foi uma mentira do tentador que induziu a duvidar da palavra de Deus, de sua benevolência e fidelidade”.[1]
Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, fazendo-nos participar de Sua santa amizade. Criou-nos, o homem e a mulher, e nos entregou toda a criação. No entanto, “o homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem”.[2] A Santa Igreja sempre nos ensinou que “por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo”.[3]

1 - Mas o que é o pecado?
O Catecismo da Igreja Católica ensina que pecado é “uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como ‘uma palavra, um ato ou um desejo contrários à lei eterna’. O pecado é ofensa a Deus”.[4]
Fomos todos criados em estado de graça, de santidade, e nosso destino era participarmos da divindade do próprio Deus, mas por causa da sedução de Satanás, quando o homem (imitando o pecado de Lúcifer) quis ser como um deus, fomos todos condenados à morte por causa da desobediência, como diz as Escrituras: “Tu vieste do pó e ao pó voltarás” (Gn 3, 19). Assim a morte entra na história da humanidade, por meio do pecado, pois, “pela desobediência de um só homem todos se tornaram pecadores” (Rm 5, 19).[5]
A este pecado de nossos pais chamamos de pecado original porque é a origem de todos os outros pecados. Do pecado original todos nós participamos não como pecado pessoal ou cometido, mas como pecado “contraído”, como um estado no qual perdemos a santidade e a justiça originais. Ele corrompe nossa natureza, mas não totalmente, deixando-a lesada, inclinada para o mal.[6]
Mesmo assim Deus não nos abandonou às mãos da morte, procurou logo nos preparar remédio eficaz que seria prefigurado em toda a história da salvação e receberia sua realização na plenitude dos tempos com Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto isso, “pelo pecado dos primeiros pais, o Diabo adquiriu certa dominação sobre o homem, embora este último permaneça sempre livre”.[7]

2 - Mas por que Deus, o Todo-Poderoso, permitiu que o homem pecasse?
“São Leão Magno responde: ‘A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do Demônio nos havia subtraído’. E Santo Tomás de Aquino: ‘Nada obsta a que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde vem a palavra de São Paulo: onde abundou o pecado superabundou a graça (Rm 5,20).”[8]

3 - Classificação dos pecados
O pecado é sempre uma ofensa a Deus. Conforme sua gravidade os pecados podem ser classificados como: mortal ou venial.
O pecado mortal, ou pecado grave, destrói a caridade do coração humano, desvia o homem de Deus e o torna incapaz de progredir na perfeição, pois sua alma fica privada de bens espirituais necessários à santificação. O pecado mortal só encontra remédio eficaz no Sacramento da Confissão, pois, atacando o amor em nós, nos afasta de Deus que é o próprio Amor. O pecado venial, ou pecado leve, não destrói a caridade, mas a fere e ofende, deixando-nos assim mais propensos a cometer mais e mais pecados, inclusive mortais.
É considerado pecado mortal todos aqueles cometidos em matéria grave, em plena consciência e deliberadamente.[9] Matéria grave é tudo o que está contido nos Dez Mandamentos. Pecar contra qualquer um dos Mandamentos da Lei de Deus é pecar mortalmente. Os pecados mortais podem ser distinguidos segundo a sua gravidade, por exemplo: bater nos pais é mais grave do que bater num desconhecido; matar os pais é mais grave do que matar um desconhecido, embora bater e matar sejam sempre pecados graves.[10]
O pecado mortal nos faz perder o estado de graça que só poderá ser recuperado pelo arrependimento e perdão de Deus. Caso contrário causamos nossa exclusão do Reino de Deus e nos precipitamos nos abismos do Inferno.[11] “Morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso de Deus significa separar-se do Todo-Poderoso para sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa com a palavra ‘inferno’”.[12]
É considerado pecado venial aqueles cometidos contra a lei moral, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento. O pecado venial é demonstrado pelo apego às coisas criadas e ele impede que a alma progrida no exercício das virtudes, assim como na prática do bem moral. Porém, não quebra a aliança e a amizade com Deus[13], embora a enfraqueça aos poucos. “A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo. Semelhantemente endurecimento do coração pode levar à impenitência final e à perdição eterna”.[14]

4 - Os pecados capitais
Além de deixar em nós uma inclinação para o mal, o pecado cometido repetidamente pode gerar um vício. Os vícios são classificados conforme a raiz de cada um, pois, sendo chamados de pecados capitais, significam que são geradores de outros pecados. Os pecados capitais são: orgulho, avareza, inveja, ira, impureza, gula e preguiça.[15]
O orgulho é um pecado que atenta diretamente contra Deus, porém, disfarçadamente, pois, enquanto que o homem se vangloria a si mesmo, colocando-se como causa de seu próprio sucesso ou até de seu bem espiritual, tira de Deus o mérito daquilo que lhe acontece atribuindo a si mesmo o que é próprio de Deus. O orgulho foi justamente o pecado de Satanás que, achando-se igual a Deus, quis fazer-se deus.
A avareza é o apego excessivo ao dinheiro a tal ponto de negar a caridade ao próximo. Quem assim peca, de certo modo, comete também um tipo de orgulho, pois, se reconhecesse que o que possui vem-lhe de Deus não recusaria ao menos a caridade. Mas porque vê o que possui como justo por causa dele mesmo, então, não entende que tenha que partilhar nada com ninguém.
A inveja é aquela tristeza sentida diante dos bens dos outros e aquele desejo de possuí-los. É o pecado próprio de Satanás que nos fez pecar por inveja. Ela representa uma forma de tristeza, ou seja, é uma recusa da caridade, provindo muitas vezes do orgulho. Se a inveja levar ao desejo de morte ou à própria morte de alguém é pecado mortal.[16]
A ira ou cólera é um desejo de vingança. Se o irado desejar ou matar ou ferir alguém comete pecado gravíssimo. A ira está incluída entre as principais paixões do homem. A ira dá ao homem uma força demoníaca no sentido de que o irado consegue fazer coisas que, estando em paz, não conseguiria, como por exemplo: matar, bater em alguém, discutir, revelar os segredos.[17]
A impureza ou luxuria é aquele desejo desordenado e aquele gozo desregrado do prazer da carne. Peca-se por luxuria quando se busca o prazer sexual desordenadamente e por si mesmo, sem a intenção de “procriação e de união”, sem se importar que a relação sexual só deve ser praticada mediante o Sacramento do Matrimônio.[18]
A gula é aquele pecado que se comete na alimentação. É precisamente a busca do prazer na comida, prazer por si mesmo, ou seja, ver na comida a sua alegria e satisfação sem lembrar-se da ação de graças por Aquele que possibilitou tivéssemos o pão de cada dia. É errado pensar que a gula consiste no muito comer, embora muitas vezes coincida. A gula, ensinam os Santos Padres, é pôr na criatura (alimentos) o que é próprio do Criador (a satisfação, a alegria, a saciedade, o prazer).
A preguiça é entendida tanto como aquela preguiça física como aquela preguiça espiritual, chamada acídia. É um pecado contra o amor de Deus que, tendo trabalhado por seis dias seguidos, continua trabalhando com Seu Filho Jesus por nós. A preguiça provocar em nós a indiferença ou negligencia, a recusa da caridade, o menosprezo e falta de força. A acídia é tão terrível que chega a recusar até a alegria que vem do próprio Deus.[19]

5 - Quem está de pé, cuidado para não cair (cf. 1Cor 10,12)!
Nós que buscamos uma vida mais próxima de Deus devemos sempre estamos atentos às ocasiões próximas de pecado, pois do contrário estaremos sendo negligentes e enganamo-nos a nós mesmos. Ninguém se engane pensando que seu estado de vida (clérigo, leigo ou religioso) o isenta das tentações e pecados. Tanto nas casas de formação sacerdotal ou religiosa, como nas casas das famílias os fiéis são igualmente tentados.
Nossa juventude é atacada todos os dias por uma multidão de ocasiões pecaminosas que, apresentando-se com aparência de bem, é capaz de fazer cair até os mais piedosos e fervorosos...
Por exemplo, a masturbação é pecado grave, pecado mortal por ir contra o mandamento de não pecar contra a castidade. A masturbação, que consiste na excitação voluntária dos órgãos genitais a fim de conseguir um prazer sexual, é um ato grave e desordenado. Está diretamente ligada ao orgulho, à gula e à luxúria, pois exclui a dimensão da união do homem e da mulher pelo ato sexual, buscando em si mesmo o prazer que, lícita, cristã e moralmente, foi criado para a doação mútua e procriação humana entre um homem e uma mulher.[20]
No caso das pessoas que estão numa casa de formação, este pecado é ainda mais grave porque, tendo deixado o mundo e propondo-se a uma vida santa, ofendem a Deus, a Quem se entregam, quebram a castidade, e cometem aquele adultério que Jesus anunciou dizendo que só por olhar e desejar, já adulteramos.
Aliada à masturbação está a pornografia que consiste em retirar os atos sexuais próprios da intimidade matrimonial, sejam reais ou simulados, para exibi-los a terceiros. A pornografia ofende a castidade porque incita a procurar a satisfação sexual, ou melhor, ela própria já é uma satisfação. A pornografia é pecado mortal e como tal deve ser combatido.[21]
Talvez alguém pense: graças a Deus estou livre, nunca vi ou não mais procurei filmes, revistas e a internet! Porém, a pornografia não consiste somente nisto. Muitas vezes estes artifícios não são necessários, pois, sem que se perceba ou admita, cenas, desejos, sonhos e conversas imorais habitam no interior, na mente. Por isso, devemos permanecer vigilantes a fim de que não ofendamos a santa castidade nem a Deus enganando-nos a nós mesmos. Cada um sabe o que se passa pela mente e coração, combatamos corajosamente esta má inclinação!
Fora estes pecados somos ainda mais combatidos pela “vontade” ou inclinação para a mentira, o ódio, a omissão, o fuxico, a tristeza e tantos outros pecados que em maior ou menor grau se infiltram em nosso meio.
É interessante perceber que o mandamento de honrar pai e mãe também diz respeito, em nosso caso, a honrar nossos legítimos superiores, pois foram constituídos por Deus para nos guiarem a bom termo. Assim negar submissão aos nossos superiores (pároco, o confessor ou diretor espiritual, o bispo e papa, os professores etc.) é pecar gravemente contra o quarto Mandamento da Lei de Deus.[22] Esta submissão não significa fazer indistintamente tudo o que for mandado, mas obedecer em tudo o que não for contra o Evangelho, contra a moral e doutrina católicas, enfim, obedecer em tudo o que não for contra nossa própria salvação.
Eis meus irmãos uma pequena visão da dura realidade do pecado a que estamos sujeitos e inclinados neste mundo. Mas, graças a Deus, a realidade não é só esta. Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, nos providenciou remédio eficaz para todos os pecados e nos ofereceu em Jesus a libertação de toda a escravidão do pecado e do Demônio.

II. O SACRAMENTO DA CONFISSÃO
Dando à Igreja os sinais sensíveis de Sua presença, auxílio e misericórdia, Jesus nos deu o Sacramento da Confissão, no qual podemos recuperar o estado de graça e nos aproximarmos do próprio Autor da santidade.
“Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.”[23]

1 - Antecipação do Juízo final
Nosso Senhor instituiu este Sacramento “para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial.”[24] Por isso, ao nos apresentarmos diante do sacerdote, diante de Deus, nos entregamos ao Juiz supremo e assim, de certo modo, antecipamos aquele terrível julgamento do último dia, pois, aqui e agora, podemos escolher a morte ou a vida, o Céu ou o Inferno.[25]
Realmente o Sacramento da Confissão é uma antecipação do juízo, pois nele temos a oportunidade de fazermos as pazes com Aquele de quem nos fizemos inimigos com o pecado.  Por isso, o sacerdote torna-se ali nosso juiz. Somos pecadores e o sacerdote, in persona Christ, ouve nossa própria acusação, exorta-nos, absolve-nos e nos dá a penitência a ser feita em reparação do pecado. Se o sacerdote ouve nossa confissão na Pessoa de Cristo, então, somos levados a demonstrar muita humildade e arrependimento, humilhando-nos de joelhos aos pés de nosso juiz.

2 - Elementos da Confissão
Porém, para a recepção deste Sacramento são necessários alguns atos da parte do penitente, a fim de demonstrar que “em seu coração está o arrependimento; em sua boca, a acusação; em suas obras, plena humildade e proveitosa satisfação ”.[26]
É necessário que o penitente tenha a contrição, ou seja, seja levado ao sacerdote com uma “dor da alma e detestação do pecado cometido, com a resolução de não mais pecar no futuro ”.[27] Quando a contrição brota do amor a Deus acima de tudo, então esta é a chamada contrição perfeita, pois encontra diretamente em Deus seu fundamento. Quando a contrição brota da consideração sobre o peso do pecado cometido que poderá levá-lo ao fogo do Inferno, então esta é chamada contrição imperfeita, pois embora seja boa não nasce diretamente da consideração da Pessoa de Deus. Os dois tipos de contrição são dons de Deus.[28]
O pecador realmente arrependido, verdadeiramente contrito, pensa em seus pecados, considera seus efeitos, chora sua culpa. Isto é precisamente o exame de consciência pedido pela Igreja. Examinar a própria consciência é voltar-se para o seu interior, considerando o próprio nada e admitindo a extrema necessidade de Deus. 

3 - Deveres do Penitente
Deste modo estamos preparados para a Confissão propriamente dita. É condição necessária e essencial que o penitente enumere todos os pecados mortais conscientes. Assim, ele encara seus próprios pecados assumindo a responsabilidade de cada um deles, pondo-se sob a infinita bondade de Deus que o acolhe de volta à comunhão da Igreja na pessoa do sacerdote. Esconder algum pecado conscientemente é recusar a graça do perdão.[29]
É recomendada também a confissão dos pecados veniais, embora não seja obrigatória, pois estes podem ser perdoados na Santa Missa.
Depois da Confissão ainda se faz necessária a satisfação que é a reparação dos próprios pecados. A absolvição tira o pecado, mas não repara todos os danos, sendo assim necessário que o arrependido repare seus pecados com a penitência. Por exemplo: se confessei que roubei, então devo procurar restituir o roubo ao legítimo dono; se confessei que levantei falso testemunho, devo procurar desfazer a mentira; se confessei ter feito intrigas, devo desfazê-las.[30]
“Conforme  o mandamento da Igreja, ‘todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar seus pecados graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano’ . Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a Sagrada Comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental , a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor .”[31]

4 - O Tribunal da Misericórdia
O confessionário é um sinal da misericórdia divina que espera o retorno do pecador para que, ao arrependido, conceda o perdão e a paz: o perdão dos pecados cometidos e a paz da consciência!
O confessionário é um tribunal diferente. Enquanto que no âmbito civil o criminoso ou suspeito deve ser intimado e muitas vezes procurado e forçado a comparecer perante o juiz, e diante dele deve apresentar sua defesa, aqui a situação é totalmente diferente. Ninguém é intimado, ninguém é obrigado a comparecer.
No tribunal da misericórdia a acusação é feita pela própria consciência; não há suspeitos, mas apenas pessoas realmente culpadas, e essas não são procuradas, mas esperadas, esperadas com ânsia pela Divina Misericórdia que deseja usar de bondade para com tais almas. O culpado é que se apresenta livremente como réu diante de seu juiz, ali ele não deve fazer defesas, mas apenas confessar... Confessar sua fraqueza, sua inclinação, sua maldade, seus pecados... Uma vez arrependido e confessado, o réu faz apenas um pedido: Absolvição!... E nesse momento Deus recebe novamente cada um dos penitentes tal qual aquele Pai da parábola do filho pródigo, recebe com um abraço de alegria, devolve-lhe a aliança perdida com o pecado, dá novamente alegria ao seu coração.
Ao recebermos este Sacramento salutar, como manda a Santa Mãe Igreja, nos reconciliamos com Deus, e usufruímos da paz e tranqüilidade de consciência, devido à intensa consolação espiritual que sentimos por meio perdão dos pecados.[32]
Uma vez perdoados não há ação mais justa do que agradecer o bom Deus pela graça de retornarmos à Sua santa amizade, pois sem Deus não somos nada e nada podemos fazer. Deus é Quem nos sustenta, Ele é o nosso Tudo.
Diante deste grande sacramento percebemos que a realidade do pecado em nossa vida só é permitida por Deus porque Ele sabe que daí pode (se quisermos) tirar um bem muito maior, pois, como diz São Paulo, onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5,20).




[1] São JOÃO PAULO II, Catecismo da Igreja Católica, n. 215.
[2] Ibid, n. 397.
[3] Ibid, n. 391.
[4] Ibid, n. 1849-50.
[5] Cf. Ibid, n. 400. 402.
[6] Cf. Ibid, n. 405.
[7] São JOÃO PAULO II, Catecismo da Igreja Católica, n. 407.
[8] Ibid, n. 412.
[9] Cf. Ibid, 1857.
[10] Cf. Ibid, n. 1858.
[11] Cf. Ibid, n. 1860.
[12] São JOÃO PAULO II, Catecismo da Igreja Católica, n. 1033.
[13] Cf. Ibid, 1862-63.
[14] São JOÃO PAULO II, Catecismo da Igreja Católica, n. 1864.
[15] Cf. Ibid, n. 1866.
[16] Cf. Ibid, n. 2539.2540.
[17] Cf. Ibid, n. 2302. 1772.
[18] Cf. Ibid, n. 2351.
[19] Cf. Ibid, n. 2094.
[20] Cf. n. 2352.
[21] Cf. Ibid, n. 2354.
[22] Cf. Ibid, n. 2199.
[23] São JOÃO PAULO II, Catecismo da Igreja Católica, n. 1066
[24] Ibid, n. 1446.
[25] Cf. Ibid, n. 1470.
[26] Ibid, n. 1050.
[27] Ibid, n. 1051.
[28] Ibid, n. 1052-53.
[29] Cf. Ibid, n. 1455-56.
[30] Cf. Ibid, n. 1459.
[31] Ibid, n. 1457.
[32] Cf. Ibid, n. 1468.

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