sexta-feira, 5 de maio de 2017

Capítulo IV - A antífona do Intróito, o Kyrie, eleison e o Glória in excelsis


 1. Quando diz: Aufer a nobis, etc., o celebrante sobe ao meio do altar com as mãos juntas, e aí inclinado, e com as mãos juntas e postas sobre ele, de tal modo que unicamente os dedos midinhos toquem a fronte, ou o meio da parte anterior da borda, ou mesa do altar, retendo os dedos restantes das mãos entre o altar e si mesmo, com o polegar direito sobre o esquerdo a modo de cruz (o que deve se observar sempre, quando as mãos juntas são colocadas sobre o altar), e diz em voz baixa: Oramus te, Domine, etc., e quando diz: Quorum reliquiae hic sunt, oscula-se o altar no meio, com as mãos igualmente estendidas postas em ambos os lados sobre ele: o que sempre se observa, quando se oscula o altar, mas depois da Consagração os polegares não devem ser separados dos indicadores. Em todo o ósculo seja do altar, seja do livro, seja de outra coisa, não se faz o sinal da cruz com o polegar, ou com a mão sobre aquilo que deve ser osculado.
2. Osculado o altar, vai para o seu lado esquerdo, isto é, o da Epístola: onde estando de pé voltado para o altar, e fazendo o sinal da cruz da fronte ao peito, inicia a antífona do Introito com voz alta e prossegue a recitação de mãos juntas. Quando diz: Gloria Patri, tendo as mãos juntas, inclina a cabeça. Quando repete a antífona do Introito, não se benze, como no início, e tendo-a repetido, com as mãos juntas ante o peito dirige-se ao meio do altar, onde estando de pé e voltado para ele com as mãos igualmente unidas, diz com a mesma voz três vezes Kyrie, eleison, três vezes Christe, eleison, e novamente três vezes Kyrie, eleison alternando com o ministro.
Se o ministro, ou os que estiverem presente, não responderem ao celebrante, ele mesmo diz sozinho nove vezes.
3. Dito o último Kyrie, eleison, o sacerdote estando de pé no meio do altar e estendendo as mãos, e elevando-as até aos ombros (o que observa-se em toda elevação de mãos), com a predita voz inicia, se se deve dizer, o Gloria in excelsis.  Quando diz Deo, unindo as mãos, inclina a cabeça para a Cruz: o qual, estando ereto, de pé com as mãos juntas ante o peito, prossegue até o fim. Quando diz Adoramus te, Gratias agimus tibi, e Iesu Christe, inclina a cabeça para a Cruz. Quando no fim diz Cum Sancto Spiritu, assinala-se da fronte até o peito, enquanto vai terminando: in gloria Dei Patris. Amen.[1]

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Título original: Ritus servandus in celebratione Missae
Caput: IV – De antiphona ad Intritum, Kyrie, eleison et Gloria in excelsis.





[1] Para isso, os liturgistas ensinam que o sacerdote pode tocar a fronte ao dizer Cum Sancto, o peito ao Spiritu, o ombro direito ao In gloria e o ombro esquerdo ao Dei Patris, sem juntar as mãos em seguida.

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