segunda-feira, 22 de maio de 2017

Capítulo VII - A antífona do Ofertório e outras coisas até o Cânon



 1. Dito o símbolo, ou, se não deve ser dito, após o Evangelho ou a homilia, o celebrante oscula o altar no meio, e depois de mãos juntas ante o peito (como dito acima), volta-se para o povo e, estendendo e unindo as mãos, diz: Dominus vobiscum, e, de mãos unidas, volta-se ao meio do altar pelo mesmo lado, onde estendendo e unindo as mãos, e inclinando a cabeça para a Cruz, diz Oremus: então, com as mãos juntas diz a antífona do Ofertório, e tudo o que a partir de agora for dito no meio do altar, será dito igualmente de pé e voltado para o altar, a não ser onde for ordenado outro modo.
2. Terminada a antífona do Ofertório, descobre o cálice e coloca-o no lado da Epístola, e com a mão direita tira a pequena pala de cima da hóstia, toma a patena com a hóstia, e com ambas as mãos a eleva até a altura do peito, com os olhos elevados a Deus, e logo em seguida abaixados, diz: Suscipe, sancte, Pater, etc.
3. Se houver hóstias fora da patena, mas sobre o corporal, ou em outro cálice, ou vaso a serem consagradas para a Comunhão do povo, descobre o cálice ou vaso com a mão direita, e dirigindo sua intenção também para aquelas que serão oferecidas e consagradas, diz como acima: Suscipe, etc. como no Ordo Missae.
Dito isto, tendo a patena com as duas mãos, faz com ela o sinal da cruz sobre o corporal, e depõe a hóstia aproximadamente ao meio da parte mais anterior do corporal diante de si e usando a mão direita, coloca metade da patena sob o corporal; da qual a outra metade cobre com o sanguíneo, depois de purificado o cálice, como será dito. Se, porém, há um vaso ou cálice com outras hóstias, cobre-o com outra patena ou pala.
4. Em seguida, pega o cálice no lado da Epístola, limpa-o com o sanguíneo e tendo na esquerda o nó do cálice, recebe a galheta de vinho da mão do ministro (o qual oscula a própria galheta, não, porém, a mão do celebrante) e põe vinho no cálice. Em seguida, segurando da mesma forma o cálice, faz o sinal da cruz sobre a galheta de água e diz: Deus, qui humanae substantiae, e infundindo um pouco de água no cálice prossegue: Da nobis per huius aquae et vini mysterium, etc. Se, porém, celebra pelos defuntos, não faz o sinal da cruz sobre a água, mas impõe sem a bênção, dizendo a oração como acima.

5. Tendo sido imposta a água no cálice e terminada a oração citada acima, toma na mão direita o cálice descoberto; e de pé, ante o meio do altar, tendo o cálice elevado com as duas mãos, ou seja, na esquerda o pé, e na direita o nó abaixo da copa, com os olhos elevados para Deus oferece o cálice, dizendo: Offerimus, tibi, Domine, etc. Feita esta oração, traça o sinal da cruz com o cálice sobre o corporal, coloca-o no meio atrás da hóstia, e cobre-o com a pala.
Em seguida, com as mãos unidas postas sobre o altar, inclinado mediocremente, diz em segredo: In spiritu humilitatis, etc.
Depois, com o corpo ereto, elevando os olhos, e expandindo as mãos, elevando-as ao alto, e imediatamente unindo-as ante o peito (o que sempre faz quando há de abençoar algo) diz: Veni, sanctificator, etc. Quando diz: et bénedic, faz o sinal da cruz com a mão direita sobre a hóstia e o cálice, com a esquerda posta sobre o altar.
6. Então, com as mãos juntas ante o peito, dirige-se ao lado da Epístola, onde de pé enquanto o ministro derrama a água, lava as mãos, isto é, as extremidades dos dedos polegares e indicadores, dizendo o salmo: Lavabo inter inocentes, com o Gloria Patri, etc.: o verso Gloria Patri é omitido nas Missas dos defuntos, e nas Missas a partir do I Domingo da Paixão até a Quinta-feira In Coena Domini inclusive.
7. O Celebrante, tendo lavado as mãos, enxuga-as e retorna ao meio do altar com as mãos unidas ante o peito, onde de pé, e elevando os olhos para Deus, e abaixando-os imediatamente, com as mãos juntas sobre o altar e inclinado mediocremente, diz em segredo a oração: Suscipe, sancta Trinitas, etc. Tendo-a dito, com as mãos estendidas e postas sobre o altar de cada lado, oscula-o no meio; então, com as mãos juntas ante o peito, e com os olhos voltados para o chão, volta-se para o povo desde seu lado direito para o esquerdo, e voltado para ele, estendendo e unindo as mãos, diz com a voz um pouco elevada: Orate, fratres, e prossegue em voz baixa: ut meum ac vestrum sacrificium, etc, e completa o círculo, voltando-se, com as mãos unidas ante o peito, desde o seu lado direito ao meio do altar.
E tendo sido respondido pelo ministro, ou pelos circunstantes: Suscipiat Dominus sacrificium de manibus tuis, etc. (ou, por si mesmo, dizendo: Sacrificium de manibus meis), o próprio celebrante com voz baixa diz: Amen. E com as mãos estendidas ante o peito, como se faz na coleta, de pé ao meio do altar voltado para o missal, diz absolutamente sem o Oremus e sem outra oração interposta, ou orações secretas. Quando diz Per Dóminum, junta as mãos: quando diz Iesum Christum, inclina a cabeça: o que faz na primeira oração e na última, se há várias orações.
8. Na conclusão da última secreta às palavras: Per omnia saecula saeculorum exclusive, o sacerdote ao meio do altar e de pé, com as mãos estendidas postas de ambos os lados sobre o altar, diz com voz conveniente e alta o prefácio. Quando diz: Sursum corda, eleva as mãos de ambos lados estendidas ante o peito. Quando diz: Gratias agamus, une as mãos; quando diz: Domino Deo nostro, eleva os olhos, e imediatamente inclina a cabeça para a Cruz. Respondido o Dignum et iustum est, com as mãos elevadas e estendidas, prossegue o prefácio.
Quando diz: Sanctus, junta as mãos ante o peito, e inclinado, com a mesma voz prossegue, enquanto o ministro toca a pequena campainha. Quando diz: Benedictus qui venit in nomine Domini, etc., ergue-se, e faz sobre si o sinal da cruz da fronte ao peito.[1]


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Título original: Ritus servandus in celebratione Missae
Caput: VII – De antiphona ad Offeretorium et aliis usque ad Canonem



[1] Para isto, tocará a fronte ao Benedictus, o peito ao Qui venit, o ombro esquerdo ao In nomine Domini e o ombro direito ao Hosana in excelsis, sem juntar as mãos em seguida.

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